
O cão é o melhor amigo do homem há 12.000 anos. Nenhuma amizade duraria tanto não fosse construída sobre a sólida base de compreensão mútua e companheirismo. O animal vive em nossa casa, ajuda no trabalho do campo, serve de vigia, brinca com as crianças e nos recebe com festas no fim do dia. Enfim, é praticamente um membro da família. Não é difícil entender por que muita gente, encantada com as habilidades do animal, se deixa convencer de que seu bicho de estimação compartilha sentimentos tipicamente humanos, como ciúme, inveja, vaidade e até algum tipo de pensamento canino. Que outra explicação poderia haver para o comportamento da cadelinha poodle que adora ver novelas, em São Paulo? " 'Tiffany' até tenta mudar de canal quando começam os comerciais, mexendo no controle remoto", diz sua dona, a psicóloga Marineide Pereira. Bem, para início de conversa, é bom dizer logo que cão não pensa. A noção de pensamento está ligada à capacidade de conceituar e abstrair o mundo que nos rodeia e de utilizar a linguagem. "Por esse critério, só o homem é capaz de pensar", observa Renato Sabbatini, neurocientista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e fundador do primeiro laboratório a estudar as bases neurológicas do comportamento animal no Brasil.
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